Joana

Olá!

Bem-vinda ao a(m)arte blog, que nasce da vontade de contar a minha história, como mulher portadora da síndrome Mayer-Rokitansky-Küster-Hauser, mas não só. É o ponto de encontro de várias histórias e informação útil que vai ajudar todas as mulheres, em especial as que na sua viagem levam o peso da (in)fertilidade.

Um espaço inteiramente de partilha e dedicado a nós mulheres, que nos devemos amar com as nossas (im)perfeições.

a(m)arte é a arte de ser mulher, de nos amarmos na plenitude.

Hoje é um dia especial, é o nosso dia.

Hoje é um dia especial, é o nosso dia.

O dia internacional da mulher é uma data importante, contudo penso que nem todas sabemos o seu valor.  A ideia deste dia surgiu no final do século XIX, início do século XX nos Estados Unidos e na Europa, num contexto de luta por melhores condições de vida e trabalho das mulheres, assim como o seu direito ao voto. Durante a segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas em Copenhaga (Dinamarca), que aconteceu a 26 de agosto de 1910, a revolucionária, alemã, Clara Zetkin propôs o dia 8 de Março - o Dia Internacional da Mulher, como uma celebração anual das lutas pelos direitos das mulheres trabalhadoras. A Organização das Nações Unidas instituiu oficialmente essa data como Dia Internacional da Mulher em 1975.

Quando começo a ler a história, a forma como aconteceu e o seu propósito, penso… Para estar onde estou, alguém teve de “sofrer”. Já tinhas pensado nisto, nesta perspectiva?

As mulheres que contribuíram para a evolução (feminina) da humanidade, eram visionárias, determinadas, pois sabiam o que queriam e nada as temia. Tinham uma enorme dose de audácia e uma bravura inspiradora. Um exemplo a seguir, não só pela entrega à causa, mas pela dedicação e apoio ao próximo, no sentido de deixar medidas justas para todas as mulheres.

Esta visão, esta forma de encarar a vida, faz-me acreditar que a união e cooperação entre as mulheres é fundamental, a entreajuda tem de ser construtiva e a partilha de “ferramentas” tem de ter a premissa de nos empoderar.

Pegando neste último parágrafo e olhando para o caso específico da infertilidade (nem sei como seria naquela altura este tema, assim como a síndrome MRKH, não consigo imaginar, tenho de fazer uma pesquisa sobre isso) e pegando no exemplo da força de vontade de todas as mulheres que lutaram pelos nossos direitos, é notável a união e a capacidade reivindicativa destas nossas destas antecessoras. É importante que nós, mulheres, (casais a passar por um processo de infertilidade) também lutemos juntos, no que diz respeito à nossa doença, para obtermos melhores condições e acima de tudo, para conseguirmos que todos tenham o direito a constituir a sua família, independentemente do caminho que tenhamos de percorrer. Pode parecer uma analogia tonta, o que tem a ver o dia da mulher com infertilidade, na verdade nada. Mas a minha mensagem de hoje era sim a importância e o impacto que a união tem. Hoje festejamos este dia porque alguém se uniu e lutou por condições mais justas. É isto que todas temos de fazer, unir-nos.

Feliz dia da mulher, festeja-o bem!

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Reconstrução, quais as técnicas?

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Desabafos num dia de sol.

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