Joana

Olá!

Bem-vinda ao a(m)arte blog, que nasce da vontade de contar a minha história, como mulher portadora da síndrome Mayer-Rokitansky-Küster-Hauser, mas não só. É o ponto de encontro de várias histórias e informação útil que vai ajudar todas as mulheres, em especial as que na sua viagem levam o peso da (in)fertilidade.

Um espaço inteiramente de partilha e dedicado a nós mulheres, que nos devemos amar com as nossas (im)perfeições.

a(m)arte é a arte de ser mulher, de nos amarmos na plenitude.

Empoderamento.

Empoderamento.

Olá!

Espero que a semana tenha sido boa, fugi um bocadinho ao dia que gosto publicar, que é à quarta-feira. Não sei porquê, simpatizei com a quarta. Será, porque vamos a meio da semana?

Em tempos (2017) participei num evento, cujo nome era “Bless Woman Conference: Ser mulher de coragem?”, a ideia era mulheres falarem sobre si, para outras mulheres. Podia ser algo profissional ou pessoal, tinha era de ser uma experiência enriquecedora. Eu fui uma dessas mulheres, tinha 15 minutos para falar sobre mim, na altura falei sobre “Questões Inquestionáveis”, tendo em conta a minha história, pensei que fazia sentido. Nervosa, lá fui eu até à “Terra dos Sonhos”, local onde era a conferência.
Eu era a terceira, nas duas histórias antes fiquei super emocionada e pensei, “Isto está bonito. Se já estou assim, quando for eu a falar vai ser a desgraça.”  E assim foi… Começo a contar a minha história, parecia que me ia despindo aos poucos, quando cheguei à parte “eu nasci sem vagina” as mulheres que me escutavam ficaram sem expressão, a temperatura da sala baixou. E eu chorava. Naquele dia percebi que, apesar de achar que estava forte, resolvida e bem comigo, ainda havia dor.

Estavam várias mulheres presentes, uma delas era da revista Saber Viver. Na altura creio que não falámos, mas mais tarde trocamos umas mensagens pelo Facebook. O tempo foi passando e voltamos a falar. Surgiu o convite para escrever o meu testemunho para a SV online. Aceitei sem hesitar!

O meu testemunho foi publicado na segunda-feira, dia 25, não resisti e partilhei com os amigos através do Whatsapp e Facebook, e mais uma vez senti um carinho e um empoderamento, que não consigo explicar. É de uma ternura, o apoio que me dão, que me faz pensar que estou no caminho certo. Falar sobre as minhas fragilidades, dificuldades, não me torna inferior nem uma pessoa menos válida. Sinto que o carinho é puro, sem ser “coitadinha” (sentimento que não permito em mim!).
Estou cada vez mais feliz de me aceitar, de partilhar contigo a forma como vejo e encaro a vida.
Gosto desta liberdade de poder ser eu, com todas as minhas idiossincrasias e limitações.
Gosto de viver nesta plenitude.

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A importância da lubrificação.

A importância da lubrificação.

Encontros em Barcelona.

Encontros em Barcelona.