Joana

Olá!

Bem-vinda ao a(m)arte blog, que nasce da vontade de contar a minha história, como mulher portadora da síndrome Mayer-Rokitansky-Küster-Hauser, mas não só. É o ponto de encontro de várias histórias e informação útil que vai ajudar todas as mulheres, em especial as que na sua viagem levam o peso da (in)fertilidade.

Um espaço inteiramente de partilha e dedicado a nós mulheres, que nos devemos amar com as nossas (im)perfeições.

a(m)arte é a arte de ser mulher, de nos amarmos na plenitude.

Dia do amor.

Dia do amor.

Este post é dedicado à data de hoje, dia do amor, dos namorados! Vou abraçar ambos e ver o que sai... Quando comecei a escrever o post fiquei a pensar no que podia falar, então decidi ir ao priberam (dicionário) pesquisar a palavra amor e eis que tive 12 respostas. Curioso que de todas as definição, a que gostei mais foi a primeira: “1. Sentimento que induz a aproximar, a proteger ou a conservar a pessoa pela qual se sente afeição ou atração; grande afeição ou afinidade forte por outra pessoa”, mas antes de passar pelo amor ao próximo, vamos falar do amor próprio.

Eu durante anos não me amei, sentia-me inferior porque não tinha vagina, porque não podia ter filhos, porque não tinha menstruação e não sabia as marcas e tipos de pensos higiénicos, ainda hoje não sei. Por isso, não me peças para comprar. Tinha medo de nenhum rapaz me aceitar, de não gostar de mim como eu sou (sem útero, sem menstruação, sem maminhas, magricela e com mau feitio, às vezes).

Nunca tive muitos relacionamentos e sempre que começava um, sentia a necessidade de contar a minha condição; a maioria aceitava, mas os relacionamentos terminavam passado uns meses. De todas as minhas vivências apenas uma pessoa não me aceitou e essa minha primeira experiência aprisionou-me para as seguintes e fez com que não me amasse. Apesar de nas relações seguintes ser aceite, deixei habitar em mim o medo, a insegurança. Não me amei o suficiente nem me dei ao respeito por mim. Só passado vários anos, quando eu decidi que não queria ligação nenhuma com o passado e que tinha de olhar para ele como uma aprendizagem.

Tranquila e confiante deixei-me levar pelo amor próprio, deixei-o entrar e convidei-o a ficar.  

Quando reencontrei e comecei a namorar com o Tico já estava neste processo de amor interior, mas sempre com medo que ele não me aceitasse. No nosso terceiro encontro contei-lhe tudo, íamos para Lisboa e enquanto eu guiava, disse-lhe “tenho uma coisa para te contar”, contei-lhe tudo e a resposta dele foi “ah era isso”. Eu naquele momento pensei “este miúdo não tem noção, será que ouviu o que eu lhe disse?!”. A verdade é que ainda hoje estamos juntos e queremos continuar a crescer lado a lado. Hoje não há festa de S.Valentim, optámos por comemorar aos longos dos 365 dias do ano.

Dias felizes, cheios de amor (próprio).

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A história dos moldes.

A história dos moldes.

Vamos falar sobre…

Vamos falar sobre…