Joana

Olá!

Bem-vinda ao a(m)arte blog, que nasce da vontade de contar a minha história, como mulher portadora da síndrome Mayer-Rokitansky-Küster-Hauser, mas não só. É o ponto de encontro de várias histórias e informação útil que vai ajudar todas as mulheres, em especial as que na sua viagem levam o peso da (in)fertilidade.

Um espaço inteiramente de partilha e dedicado a nós mulheres, que nos devemos amar com as nossas (im)perfeições.

a(m)arte é a arte de ser mulher, de nos amarmos na plenitude.

Desabafos num dia de sol.

Desabafos num dia de sol.

O domingo que passou eu e o meu companheiro de viagem fomos passear até Peniche. Há algum tempo que não passeávamos juntos, o dia todo, descontraídamente. Soube tão bem!

O tempo estava uma delícia,o sol aquecia a alma e a imensidão de mar e areal fizeram-me sonhar. O Tico pegou na sua prancha twin fin (anda doido com ela!) e lá foi ele para dentro de água, eu fiquei pela praia a caminhar e a correr. Estes momentos sozinha fazem-me pensar em muita coisa…
Naquele domingo a praia estava cheia de pessoas que desfrutavam do sol, a caminhar, a correr, a fazer praia ou simplesmente a brincar com os filhos, a fazer castelos, a jogar à bola, a molhar os pés - e sem querer a roupa, porque não houve tempo de correr para fugir da onda que vinha com mais velocidade do que contávamos. Foi no meio destes cenários felizes que pensei se um dia seria uma daquelas famílias. Eu gostava. Mas de facto é uma pergunta para a qual não tenho resposta. O facto de a maternidade não estar ao alcance de um “estalar de dedos” faz com que olhe para ela com alguma cautela e muita incerteza, pois o caminho a percorrer é tão longo e desgastante, que tenho medo de não ter força de chegar à meta.
Tendo em conta a minha situação, a nossa opção para sermos pais é recorrer à gestação de substituição; gostaríamos muito de realizar este sonho e de constituir a nossa família no nosso país e não no estrangeiro. Apesar de já termos uma lei, em Portugal, para a Gestação de Substituição, esta não se encontra em vigor, ou seja, nenhum casal pode beneficiar dela. Estes avanços e recuos têm causado um enorme constrangimento, pois o tempo não espera por nós. A idade vai avançando, começam os alertas sobre a qualidade do material genético, mas a verdade é que nada podemos fazer, pois continuam sem dar resposta à nossa situação. É desgastante a luta pelo direito a que todos os casais possam constituir as suas famílias. Uma das entidades a quem tenho de agradecer, e do qual faço parte, é a Associação Portuguesa de Fertilidade que se esforça todos os dias, ano após ano, para que as condições dos casais inférteis melhorem e todos consigam realizar o seu sonho e direito a constituir família.

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Hoje é um dia especial, é o nosso dia.

Hoje é um dia especial, é o nosso dia.

A história dos moldes.

A história dos moldes.