Joana

Olá!

Bem-vinda ao a(m)arte blog, que nasce da vontade de contar a minha história, como mulher portadora da síndrome Mayer-Rokitansky-Küster-Hauser, mas não só. É o ponto de encontro de várias histórias e informação útil que vai ajudar todas as mulheres, em especial as que na sua viagem levam o peso da (in)fertilidade.

Um espaço inteiramente de partilha e dedicado a nós mulheres, que nos devemos amar com as nossas (im)perfeições.

a(m)arte é a arte de ser mulher, de nos amarmos na plenitude.

Coragem.

Coragem.

Olá,

esta semana pensei em escrever sobre o Cérebro, porque como ia ver a exposição à Fundação Calouste Gulbenkian, vinha inspirada! Mas, quando cheguei mais o meu Tico já não havia bilhetes, ou melhor, tinham parado de dar. Não sabíamos, aos domingos é grátis, então estava uma fila de hora e meia de espera para entrar. Desistimos!

Entretanto esta semana conheci, por sms, mais uma menina rokitansky, desde que lancei o blog tenho mais duas amigas novas! Pelas minhas contas, em portugal, conheço 15 mulheres portadoras da síndrome. A família está a aumentar, que bom podermos conversar com quem “fala a mesma língua”, a sério, faz a diferença! Só nós é que sabemos o quão importante e especial é, partilhar a nossa história com outra mulher rokitansky.
Para partilharmos é preciso coragem. Esta palavra nos últimos tempos tem chegado com alguma frequência aos meus ouvidos. “Coragem é a capacidade de agir apesar do medo. A coragem não significa a ausência do medo, mas sim, a predisposição para agirmos, mesmo com medo.” É o que tem acontecido nesta jornada, eu tenho medo, inseguranças, bloqueios e muitas vezes sou eu a minha sabotadora. O que tento fazer é contrariar todos estes estados. Assim vou crescendo, aprendo a conhecer-me e a encontrar a paz que é preciso para o dia a dia, pois as exigências sociais são muitas. Um exemplo simples, esta semana falava com uma amiga, que está com dificuldade em engravidar, e ela dizia-me que tem sido muito difícil todo o processo, e como já estão casados há mais de 5 anos as pessoas perguntam por filhos. Eu logo a responder “doida” porque esta falta de noção deixa-me fora de mim, disse-lhe, quando é assim podes responder: “ainda não há e se calhar não vai haver”, porque as pessoas têm de saber o seu lugar. A infertilidade magoa e quem está a passar por um  processo tão doloroso, onde as expectativas estão em constante mudança, não devia passar, sentir a pressão que os outros colocam. Naquela conversa percebi, que para além de ter coragem é preciso ter muita força. Para conseguirmos fazer o nosso caminho bem, mesmo com algumas irregularidades.
O nosso interior é uma riqueza, lá encontramos tudo o que precisamos, apenas temos de  descobrir onde estão todos os botões para os ligarmos sempre que precisamos.

O meu botão da coragem tem estado ligado ao mesmo tempo que o da partilha.

Esta semana devo dar notícias mais cedo!

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A tarde foi nossa.

A tarde foi nossa.

A importância da lubrificação.

A importância da lubrificação.