Joana

Olá!

Bem-vinda ao a(m)arte blog, que nasce da vontade de contar a minha história, como mulher portadora da síndrome Mayer-Rokitansky-Küster-Hauser, mas não só. É o ponto de encontro de várias histórias e informação útil que vai ajudar todas as mulheres, em especial as que na sua viagem levam o peso da (in)fertilidade.

Um espaço inteiramente de partilha e dedicado a nós mulheres, que nos devemos amar com as nossas (im)perfeições.

a(m)arte é a arte de ser mulher, de nos amarmos na plenitude.

A tarde foi nossa.

A tarde foi nossa.

Olá espero que estejas bem e que a páscoa tenha sido boa!

Na quinta-feira, dia 18, fui uma das convidadas do programa A Tarde é Sua, apresentado pela Fátima Lopes, mas como se encontra de férias, a apresentadora foi a Leonor Poeiras. 🙌

Estava um pouco nervosa porque fico com receio que me façam alguma pergunta e eu não consiga responder ou a explicação não seja a mais perceptível. E porquê? Porque o programa é em direto, o que faz toda a diferença, enquanto são gravados dá para repetir...

Programa A Tarde é Sua, com Leonor Poeiras.

Lá fui nas calmas, desta vez levei uma amiga para me fazer companhia, ela também tem uma história de vida incrível. É uma inspiração para mim, as pessoas certas cruzam-se no meu caminho. Lá fomos nós até aos estúdios da TVI, em Queluz, onde já se encontrava a Dra. Fernanda Geraldes, médica especialista que iria falar sobre o mesmo tema que eu. Antes de irmos para o “AR” conversámos imenso e criámos logo uma grande empatia. Eu já conhecia a Dra. Fernanda Geraldes de nome, porque fez parte do estudo Abordagem diagnóstica e terapêutica no síndrome de Mayer-Rokitansky-Küster-Hauser, então eu estava deliciada com aquele momento, porque a médica sabe muito sobre a síndrome e acompanha 40 casos… Se não forem os 16 casos que eu conheço, temos em portugal 56 mulheres MRKH. O que é um número considerável, já dá para fazer um estudo sobre a nossa realidade.

Entrámos no “AR” e os nervos acalmaram, a conversa fluiu, a Dra. Fernanda acompanhou e enriqueceu os diálogos e a apresentadora pegou calorosamente no tema. Havia ainda muito para contar, mas penso que conseguimos as três dar a conhecer e passar informação/conhecimento a quem estava no estúdio e em casa a ver o programa.
O motivo da minha presença é sempre o mesmo, partilhar. Naquele dia recebi mais uma mensagem: “Olá Joana. Antes demais deixa-me dizer que é um prazer conhecer-te! Parabéns por partilhares tão bem a nossa história. Sim, também tenho o mesmo síndrome . Ainda não vi a tua entrevista, mas a minha mãe fez-me questão de dizer mal cheguei a casa que foi muito boa. Beijinho* E o teu blog (desconhecia-o) encheu-me o coração.”
Hoje recebi outra mensagem de uma mãe, cuja filha está a iniciar a caminhada no mundo MRKH. É engraçado que são as mães que levam o meu blog até às filhas. Estas mães são muito especiais, estão sempre atentas, muitas vezes escondem o sofrimento que levam dentro de si. Tenho o exemplo da minha mãe, sofreu muito, não me diz, mas eu sinto.
Peço-lhe para escrever para o blog e para a entrevistar e ela diz-me “um dia” a sorrir.

Foi muito importante ter ido ao programa, espero que outros também se preocupem com esta temática e queiram falar dela! Porque eu vou.

Boa semana!

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Dia da Mãe.

Dia da Mãe.

Coragem.

Coragem.